Posts Tagged ‘Direito’

Repertório Dalloz

Aos estudantes de Direito:
O site disponibiliza gratuitamente uma série de revistas jurídicas, códigos, jurisprudências e comentários de julgados que podem ser uma mão na roda durante o curso.

Estremeceu a Justiça; viveu no Trabalho; e não perdeu o Ideal.*

 

Lilo deu a idéia e a turma inteira aprovou. Lembro do dia em que, na casa da vó de Julimu, votamos o nome da turma: Grandes Juristas Baianos. A comissão de formatura explicou que seria uma forma de homenagear os causídicos de nossa terra, homens que fizeram diferença não apenas no cenário estadual. Teixeira de Freitas, Orlando Gomes, Castro Alves, João Mangabeira…

Comecei de verdade a escrever meu mémoire, minha dissertação de mestrado, e fazendo minhas pesquisas fui lembrando do gosto bom que tem cuidar da pátria, preocupar-se com os rumos do Direito nacional, do gosto bom que tinha discutir política com Painho na cozinha, de madrugada, tomando café; do gosto ácido que tinha tentar falar a respeito com Camilinha e da doçura superveniente ao vê-la, a contragosto, me dar trela! Uma saudade tão grande de estudar Constitucional com Loro em nossos eternos duelos de inteligência… saudades de ampliar o horizonte nos encontros do grupo de pesquisa de Fábio Félix, ouvir os pensamentos de de Cássia e me apaixonar por uma revolução… como tínhamos idéias!

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Sexo. Juridicamente falando…

Amanhã terei aula de Direito Penal Especial Aprofundado e o professor solicitou a leitura de três artigos da Revue desadô-bears Sciences Criminelles sobre o tema da aula. Eis que abro o arquivo com o primeiro texto e me deparo com o seguinte título: “Le Sadisme n’est pas um droit de l’homme” (O Sadismo não é um Direito Humano). Longe do facebook por um fim de semana, abro as atualizações de Brunê e há um link sobre a nova campanha da CNBB no Brasil transformando Lula-lá na reencarnação de Herodes por ser favorável a um projeto de lei acerca dos direitos humanos, bastante inovador para a sociedade brasileira que ainda guarda um ranço absurdo de preconceito e hipocrisia. A ligação mental feita entre os dois textos: a discussão em torno dos direitos humanos e o sexo.

Minha primeira reação ao ler o cabeçalho da matéria francesa foi gargalhar, pois não imaginei que franceses soubessem o que é ‘osadia’, quanto mais o que é sadomasoquismo. Voilà, achei engraçado esse ser o tema da minha aula de Direito Penal. Minhas gargalhadas ecoaram ainda mais alto na Berlioz ao ler o episódio que desencadeou o debate acerca do sadismo ser ou não um direito humano: “Um magistrado e um médico se entregavam com várias outras pessoas a atividades de sadomasoquismo, praticadas notadamente sobre a esposa do primeiro. Suas práticas tinham atingido tal nível de violência e de barbárie que foram proibidas pelos clubes especializados e eles tiveram que alugar locais especialmente providenciados para continuar suas atividades”. Que juiz safadinho, pensei! E subversivo, hein!! Ohlálá!!

Fiquei imaginando o que teriam Juliano e o Marquês de Sade a dizer sobre essa frase: sadismo não é um direito humano. Juridicamente falando, parece que a CEDH não salvaguardaria certas práticas sexuais. Parei uns segundos dando margem à imaginação e tentando classificar numa tabela mental o que pode e o que não pode (rs). Aí abro o link que achei no facebook de Brunê que me leva direto a um panfleto que a Igreja Católica vai fazer circular missa a fora dizendo que a Bíblia condena o homossexualismo como uma prática “abominável” e que Lula quer transformar o Brasil em um país sem Deus ao permitir uniões civis homoafetivas e adoção por tais casais.

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