Hoje, de alguma forma e sabe-se lá por que razão, falta-me um pouco a coragem. Falta-me Loyana porque bem sabe quem sou. Falta-me Kariny com quem eu naturalmente podia ser. Faltam-me Luciano, o corredor e a resenha gostosa. Falta o olhar amigo de Dedeco e o carinho de Ivair que me faziam bem comigo mesma, bem comigo mesma. Falta-me Gabi porque me faltam abraços, porque me falta o espaço. Faltam-me a mão amiga de Henrique e nossas conversas na UESB, falta-me a empatia de Twidja, falta-me a sensação de estar junto a Niela, falta-me Jeferson e como ele me vê. Falta-me Maria porque agora preciso sempre tudo explicar. Carol se reinventa todos os dias, se adéqua à não compreensão de um vocabulário sobre babas, resenhas, bulir… Carol não toca os colegas, parece-lhes estranho. Deus, anda-se em bando, mas não de braços ou mãos dadas e é verdadeiramente… diferente. Falta-me Bahia. Falta-me Conquista. Faltam-me o Encontro e a casa de Loy. Faltam-me apego e cumplicidade. Virá com o tempo, quero crer. Há de vir.
Nossa Senhora me dê paciência
Para estes mares para esta vida!
Me dê paciência para que eu não caia
Pra que eu não pare nesta existência
Tão mal cumprida tão mais comprida
Do que a restinga de Marambaia!…
(Oração no Saco de Mangaratiba – Manuel Bandeira, 1926)